Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

4° Mostra de Cinema Comentado

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Terça-feira, 26 de Maio de 2009

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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Twitter: a sensação da vez

As redes sociais não param de ganhar espaço na internet. No Brasil, apesar de já está na rede há três anos, a sensação da vez é o Twitter, um microblog que está agitando os internautas de todas as idades. A novidade é que com textos de apenas 140caracteres os usuários se interagem e se informam de forma instantânea.


O Twitter propicia vários tipos de diálogos como perguntas do tipo “o que você vai fazer hoje?”, “vai almoçar?”, ou até mesmo saber dos principais acontecimentos mundiais. Seus usuários buscam ir além de postar textos no site. Eles querem fazer atualizações via celular, trocar imagens de fundo e importar notícias, por exemplo.


“Seguidores”, esse é o nome de quem acompanha os usuários do Twitter. Se você tem 300 amigos, logo terá 300 seguidores. Ao postar uma mensagem, suas centenas de amigos conectados online vão tomar nota do seu post. É uma tamanha interatividade e, daqui a pouco, o e-mail vai ficar de lado, pois “twittar” está na moda e é mais prático e objetivo.


Quem utiliza o Twitter, pode personalizá-lo como se fosse um simples blog, ou seja, o layout é a “gosto do freguês

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Reforma Besta

Muitos alunos e professores da Faculdade Estácio de Sá (Campus Prado) saíram da rotina para assistir a uma palestra sobre a nova ortografia da Língua Portuguesa, ministrada pela professora Tailze Melo, na última quarta-feira (25). O auditório ficou lotado, todos atentos e curiosos para saber o porquê das mudanças e como utilizá-las na prática.

Durante explanação, os alunos não pareciam estar compreendendo os reais motivos que levaram os governantes a modificarem a forma de escrever dos oito países que têm o português como língua oficial (Angola, Brasil, Cabo Verde,Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste).

Diante disto, pode-se concluir que a reforma proposta é ruim, já que até o momento ninguém deu uma boa explicação para tal. Só vão sair ganhando aqueles editores mais ágeis, que já têm prontos dicionários e gramáticas de acordo com a “nova ortografia”, e é aí que reside a esperteza.

Para a estudante de jornalismo, Irlene Alves a nova mudança foi péssima. “A escrita da língua portuguesa já é complexa, o que eles fizeram foi só complicá-la,” comentou a futura jornalista, lamentando que o Brasil tenha se empenhado para assinar o acordo.

Pesquisadora fala sobre crescimento do Jornalismo Online



Reflexões sobre Jornalismo Online foi o ponto alto da entrevista coletiva com a professora e jornalista, Pollyana Ferrari, nesta sexta-feira (3), na Faculdade Estácio de Sá, em Belo Horizonte.

Há quase 10 anos atrás, Ferrari deu uma entrevista para uma revista tradicional brasileira, na qual falava do primeiro crossover de mídias no Brasil, o que causou muita curiosidade. Após longa data, a pesquisadora do universo da Web, foi convidada pelos repórteres a retomar o mesmo assunto. Para ela o Jornalismo Online de revista regrediu, e ainda possui os mesmos questionamentos de 1998. “É a falta total de conhecimento do ciberespaço, se olharmos para o mercado brasileiro, perceberemos apenas alguns movimentos como o da Globo.com, que vem digitalizando todo seu acervo e oferecendo conteúdo hipermidiático no G1”disse a jornalista, lamentando que o jornalismo online está atrasado, porque ainda se publica notícias da agência Reuters diariamente em quase todos os portais, enquanto as redes sociais estão “explodindo no planeta”.

Ferrari acredita que para um jornalista se manter no mercado da Web é preciso ser blogueiro e se aprimorar cada vez mais, já que estes profissionais são intensamente cobrados a exercerem várias funções dentro do ciberespaço.

A agência Reuters anunciou que fará uma experiência de cobertura com um repórter munido de um celular que faz vídeos com a qualidade de DVD e fotos de alta resolução. Avaliando a ideia, a jornalista afirma que daqui a pouco tempo as práticas desse gênero serão comuns. “Quem irá ganhar com isso é o leitor, pois se sentirá cada vez mais imerso na reportagem, ou seja, participando dela. O único problema é que o repórter terá que trabalhar dobrado, e infelizmente ganhar apenas para exercer uma só função.” destaca.

Na esfera acadêmica, o livro que Pollyana Ferrari publicou em 2004 -Jornalismo Digital -virou referência para estudantes de comunicação. “Fico muito feliz por meu livro ter sido adotado em todos os cursos de jornalismo do país. Já participei de mais de 100 monografias e teses sobre Jornalismo,” enfatizou.

Segundo a professora, do lançamento do livro até os dias de hoje, a Web amadureceu muito “Foi em 2004 que as redes sociais, que é o meu tema de doutorado, estavam nascendo com o crescimento do Google e do Orkut”.

Pollyana Ferrari destaca ainda a importância de todo repórter ter um blog. “Acho uma experiência fundamental. Não só para treinar a linguagem, mas para criar o hábito diário de se reciclar, navegar. Pois o primeiro passo para entender a blogosfera é navegar muito. Blogueiro realmente incorpora o bordão 24×7. Sete dias por semana, 24 horas ligado,”conclui.
Pare ler mais sobre a entrevista, leia aqui a matéria escrita por Jean Piter.

Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Quem será pregado na cruz









O caso Paula Oliveira é um mar de dúvidas. Será que ela tem sérios distúrbios psiquiátricos, ou é uma oportunista de plantão? Não sei. Mas o que é importantíssimo ressaltar nessa história é o lamentável papel da imprensa brasileira. Como publicar um assunto de tal relevância em rede nacional sem checar os fatos? É um descalabro total.




Paula Oliveira surgiu publicamente como vítima de uma barbaridade. Uma pessoa normal, com vida normal, toda retalhada a golpes de navalha. Que bom que houve a indignação geral. Que bom que houve reações imediatas e firmes em solidariedade a ela. Estranho seria qualquer coisa diferente disso. Só que, na verdade, o que foi publicado na imprensa não aconteceu. Foi comprovado que não houve ataques neonazistas, mas sim autoflagelo.




Será que a tão renomada Rede Globo parte do pressuposto de que os brasileiros engolem tudo. Porque publicar um fato dessa proporção baseando-se no depoimento de um pai desesperado?É uma tremenda falta de responsabilidade. Ora, era imprescindível mandar um correspondente entrevistar Paula Oliveira. Mas, eles só pensaram numa boa manchete para incrementar o jornal, de olho lá nos pontos da audiência. Por fim, acabaram com a imagem da moça para sempre. Também não cogitaram a hipótese de que tal acontecimento poderia manchar a imagem dos suíços e, claro, foi o que aconteceu.




Utilizar certezas precoces é característica da imprensa brasileira? Se voltarmos ao passado, lembraremos o clássico caso “escola base”. Terrorismo midiático. Parecido com o de Paula oliveira, pois a imprensa bombardeou os protagonistas antes de saber qual era o verdadeiro final.




E agora quem será pregado na cruz? O editor chefe do Jornal Nacional? Duvido. Tenho certeza de que ninguém será culpado, pois, como dizem por aí, a memória brasileira é curta. Mas uma coisa é certa, essas barrigadas ficarão marcadas na memória de quem as produziu.